quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PRESOS X ALUNOS- INVERSÃO DE VALORES

          No Brasil a inversão de valores é exorbitante. Um preso federal custa aos cofres da nação o triplo do valor gasto com um aluno do ensino superior. Um preso estadual custa aos cofres do estado quase nove vezes o que o governo gasta com um estudante do ensino médio.

Nos rincões remotos do Norte e Nordeste, longe das câmaras das televisões do nosso país, onde a situação dos presídios é pior, é mais devastadora. Mesmo assim, o Estado gasta mais de R$ 40 mil anualmente com cada preso em presídio federal. E R$ 21 mil com cada preso em presídio estadual. Esses números estão no relatório do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) de 2010.

E o que mais chama atenção, é a existência de carência de recursos tanto nas escolas com nos presídios. Este quadro depreciativo, esta inversão de valores, onde um preso custa aos cofres dos Estados e da Nação mais do que um aluno do ensino médio ou do ensino superior, mostra e denuncia a negligência, a falta de compromisso e o descaso dos nossos governantes com o saber, com o conhecimento e com a educação brasileira.

          Observando os níveis de escolaridade dos 417.112 presos brasileiros, mais da metade, (254.177) é analfabeta ou não completou o ensino fundamental. Somente 1.715 presos têm nível superior, ou seja, concluíram faculdade. Esta equação:-EDUCAÇÃO= +CRIMINALIDADE tem que ser resolvida,equacionada.Outra equação tem que ser utilizada,priorizada pelos nossos governantes: + EDUCAÇÃO = - CRIMINALIDADE + SAÚDE + SEGURANÇA + ESCOLAS - PRESÍDIOS.

              Ao verificarmos, ao observarmos os presídios brasileiros podemos comparar a um circo dos horrores, sentimos vergonha e piedade ao vermos senas de mãos saindo pelas grades. Deparamos com seres humanos empilhados, espremidos, humilhados, seminus, um verdadeiro atentado aos Direitos Humanos.

             Ao verificarmos as escolas brasileiras observamos que elas estão ultrapassadas, sucateadas , desatualizadas,com salas de aula superlotadas , faltando recursos técnico-pedagógicos e com um quadro de professores temporário,terceirizado . E os seus trabalhadores, professores e funcionários ainda continuam desvalorizados salarialmente e profissionalmente. Muitas vezes, estes profissionais da educação têm que recorrerem a longas greves para garantir os seus direitos trabalhistas, evitando a usurpação dos mesmos pelos governantes. É preciso urgentemente pagar O Piso Salarial Real dos Professores e fazer concurso para suprir as carências do magistério , só deste modo conseguiremos reverter este quadro de desvalorização salarial e profissional dos trabalhadores da educação do Brasil.

Com estes dados estarrecedores concluímos que no Brasil existem dois mundos, o das escolas e o das prisões, mundos esses que estão intimamente interligados, pois menos educação menos escolas, mais marginalidade, mais presídios.

Os presídios são um retrato fiel, autêntico da nossa sociedade. Do lado de fora dos presídios, estão aqueles que pouco tem acesso ao conhecimento, a universidade e a educação de qualidade. Do lado de fora dos presídios estão também à criançada brasileira que não sabe escrever nem o seu próprio nome, sem cometer crime algum, estas crianças estão condenadas à marginalidade da prisão perpétua da ignorância. Também estão do lado de fora dos presídios os criminosos ricos e influentes, corruptos que podem pagar bons advogados para livrá-los da malha da Justiça.

           Os últimos dados do IBGE, do Censo 2010, mostram que 6,52% de nossas crianças com 10 anos de idade são analfabetos. Hoje no Brasil existem 14 milhões de pessoas que não sabem ler ou escrever.

            Enquanto o nosso país ocupa o 6º lugar no ranking das maiores economias do planeta, com um PIB perca pita que nos classifica na 47ª posição no ranking mundial o nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos lega a 84ª posição.

           No ranking da ONU sobre a qualidade de ensino, o Brasil ocupa o 88° lugar, ficando atrás de países com Bolívia e Equador. Como vemos a educação universalizada ainda é de péssimo nível.

É preciso que o Brasil amadureça e passe a investir maciçamente em suas crianças, em seus estudantes e em seus professores para um dia, talvez, reduzir a superlotação dos seus presídios. Sabemos que educação não é uma fórmula mágica e nem uma varinha de condão, que tudo vai resolver num toque de mágica. É preciso de tempo para recuperar este descaso e este estrago que fizeram com a educação e com os educadores brasileiros.

O Brasil só deixará de ser este país de extrema pobreza, pobre em desenvolvimento humano e de alta criminalidade se priorizar a educação em todas as suas necessidades. É preciso urgentemente investir, canalizar recursos para salvar a educação brasileira. É preciso fazer que estes recursos cheguem aos professores. Não podemos deixar que os recursos da educação se escoem pelos ralos da corrupção e do descompasso das más administrações públicas municipais e estaduais.

O Brasil não pode continuar negligenciando o conhecimento, a educação, a saúde e a segurança pública.

Paulo James Queiroz Martins - Professor e Técnico em Educação.

Representante da APEOC em Maranguape –pjqm@ibest.com.br –http:paulojames.blogspot.com/

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SOS CEARÁ,SOS BRASIL-Urgente se faz que os governantes do nosso Ceará, do nosso Brasil, de um modo geral, priorizem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores da EDUCAÇÃO, DA SAÚDE e da SEGURANÇA.Não adianta equipar escolas,hospitais,quartéis e delegacias sem priorizar os seres humanos que nesses orgãos trabalham.Sabemos que não existe educação,não existe saúde e não existe segurança ...sem o trabalho desses profissionais.Precisamos de um Brasil com progresso, alfabetizado, com saúde,com segurança e justiça social.Abaixo a desvalorização salarial e profissional dos trabalhadores da educação,da saúde e da segurança pública.
São eles que dão educação,saúde e segurança ao nosso povo.Sem esses profissionais o nosso país estaria fadado ao fracasso,ao insucesso e ao caos. PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS
                                                                   pjqm@ibest.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A ARTE DA GUERRA, A ARTE DA GREVE


A greve pode ser comparada a uma guerra, guerra por direitos usurpados, direitos negados. Quem vence na guerra da greve de uma categoria é quem tem as melhores armas, as melhores estratégias e o conhecimento do terreno onde a batalha está sendo travada.


No mundo globalizado, as guerras são travadas principalmente no campo das idéias, nas diferentes áreas das atividades humanas, e os grandes vencedores não disparam um tiro sequer.


Atualmente, cotidianamente vivemos em meio a um permanente exercício bélico de razões e contrarrazões. O consenso pregado por Habermas parece ter negado pelas evidências do tempo: para estar em guerra, basta ter nascido.


                  Guerra social, cultural, econômica, religiosa, cientifica, filosófica, educacional, etc. são elementos permanentes do nosso cotidiano. Nem mesmos os bravos e fortes parecem ser exaltados.


Não se engane e nem se deixe enganar por aqueles que usam as assembléias de nossa categoria para querer imporem os seus pensamentos e ideologias maquiavélicas dessintonizadas da nossa realidade e da realidade da nossa categoria.


Por traz de tudo isso existe interesses contrários e escusos a nossa categoria.


Não se enganem com aqueles que mesmo usando as ferramentas de luta que o nosso sindicato oferece se aproveitam da nossa luta, das nossas assembléias e da democracia para denegrir o Sindicato APEOC


Não se engane com aqueles que tentam usar as nossas assembléias para fazerem discursos de dispersão e desunião da nossa categoria. Por traz deles existem as estratégias maquiavélicas da destruição, da manipulação. É a estratégia do quanto pior,melhor.


Não se enganem com aqueles que pregam e querem o radicalismo na greve. Guerra e Greve sem estratégias, sem armas, sem recuos, com radicalismo exacerbado, sem negociação, sem respeito ao comando leva qualquer categoria a derrota, a ruínas, ao abismo e ao fracasso.


Não acreditem naqueles que apregoam a desfiliação em massa do Sindicato APEOC.


Este sindicato é o nosso real instrumento de luta, é forte e sua fortaleza foi construída na luta do magistério cearense. Já nos tem dado varias conquistas no decorrer de sua existência. É legal, é reconhecido pela justiça.


Sabemos que tanto na guerra, como na greve, é necessário ter maturidade, flexibilidade, coerência nas atitudes e ações e estar aberto ao diálogo e as negociações. É necessário fazer um desvio da rota original quando uma oportunidade fortuita se apresentar.


Como diz o mestre Sun Tzu,”o exercito controla sua vitória de acordo com o inimigo que tem diante de si. É assim também na greve que é uma guerra social. Para ser vitorioso,um exército deve adaptar-se ao terreno onde se move,deve ser como a água,que não tem forma constante - deve ser capaz de mudar e se transformar.


Toda guerra, toda greve deve ser baseada no logro, no ardil e na dissimulação. O papel do líder ou comandante é manipular e manobrar o inimigo para obter vantagens. O nosso inimigo não é a categoria e nem o sindicato. Nossos inimigos são: o governador e sua base aliada.


Como fala o mestre Sun Tzu,”mesmo quando tu fores capaz de atacar,exibe incapacidade,finge desordem. Jamais deixe de oferecer ao inimigo um engodo.


Diz também o mestre que guerras longas e campanhas prolongadas cansam o moral das tropas e dispersam recursos. Evitar guerras longas ajuda a evitar duas armadilhas que andam de mãos dadas: os gastos e a exaustão. Isso também vale para greve de qualquer categoria.


Aquele que consegue modificar suas táticas, suas estratégias de acordo com o oponente, e assim alcançar a vitória, pode ser chamado de general celestial ou divino.


Dissimular sempre. A percepção é mais poderosa do que o fato. É preciso manipular a psicologia do inimigo para tirar vantagens. É preciso conhecer bem o terreno físico da batalha (o alto, e o baixo, o longe e o perto, o largo e o estreito. É preciso conhecer de antemão as ameaças e as oportunidades que o céu e a terra apresentam.


Entender errado ou não entender astutamente as várias configurações do terreno pode custar caro, tanto para a reputação quando para os resultados finais. É preciso entender as configurações do solo da batalha. Não podemos ignorar as armas, a força, o poder e o conhecimento do inimigo.


Se as circunstâncias não são favoráveis, os planos devem ser modificados. Aqui Sun Tzu está fazendo referência específica à necessidade de se manter flexível sob circunstâncias variáveis e estar preparado para tomar o rumo da vantagem quando ela ocorrer.


O supremo mérito do vencedor consiste em quebrar a resistência do inimigo sem necessidade de empreender a luta armada.


Mestre Sun Tzu autor do livro a arte da guerra foi um general chinês que viveu no século IV a.C. Foi um dos homens mais versados na arte militar e, até, na difícil técnica de bem dispor de recursos para fazer face às dificuldades. Homem especialista em indicações eficazes para situação de conflito.


As teses deste lendário filósofo- estrategista extrapola a arte bélica, podendo repercutir nas realizações de todas as pessoas em geral: homens e mulheres, civis e militares, empregados e patrões, parlamentares e eleitores, professores e estudantes, ricos e pobres, religiosos e ateus encontrarão nos escritos de Sun Tzu indicações eficazes para situações de conflito.


É preciso rever nossas estratégias, para dignificarmos as negociações para não banalizarmos o direito à greve. Ninguém deseja ser um perdedor todos querem o sucesso, o êxito e, assim parecem que aprendemos muito com Sun Tzu,que busca ensinar como vencer todas as batalhas.Trinta dias foi dado ao governador,a greve foi suspensa mas se o governador não resolver nossas pendências e não cumprir com o acordo firmado com a categoria , a greve voltará com toda força e vigor e com o apoio de todos.


Paulo James Queiroz Martins – Representante da APEOC em Maranguape


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