sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A REALIDADE DO PISO DO PROFESSORES

Apesar da Lei 11.738, a lei do Piso Salarial dos Professores, comemorar dois anos de idade em junho deste ano,ela é totalmente desobedecida pela maioria dos municípios e estados do país.Para que esta lei seja obedecida é preciso que muitos nós sejam desatados e muitas contradições sejam esclarecidas.


A lei do piso prevê um salário base de R$950,00 para os professores, diretores, coordenadores, inspetores, supervisores, orientadores e planejadores escolares, salário esse que deveria ser reajustado em janeiro de 2009 e de 2010.

A partir daí formou-se a primeira confusão, o primeiro nó e o primeiro entrave para o não pagamento do piso. O MEC calculou os reajustes do piso em 0% em 2009 e 7,86% em 2010. O valor atual e oficial do piso é de R$ 1.024,51. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) reivindica R$ 1.312,85. Esta diferença é explicada nos meandros da lei.

O Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a uma ação movida por cinco governadores contra a lei do piso, entre eles, o governador do estado do Ceará (Cid Gomes) e os governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e do Mato Grosso do Sul. Em resposta a esta ação o STF determinou que o valor do piso deveria ser cumprido a partir de janeiro de 2009,independentemente da decisão final da ADIN(que ainda não foi tomada).

Deste modo os estados e o MEC entenderam, interpretaram que a lei passaria a valer a partir desta dada (janeiro 2009) e que o piso não receberia o ajuste previsto no documento (lei do piso).

Para Roberto Leão, Presidente da CNTE, esta análise da lei do piso feita pelos estados e pelo MEC é totalmente equivocada, e diz que eles cometeram um erro grave, quando desconsideraram esse reajuste previsto na lei. Para ele o MEC errou novamente quando fez o reajuste do piso em janeiro de 2010 baseados no custo-aluno do Fundeb do passado e não em perspectiva futura como determina a lei.

Já, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME),Carlos Eduardo Sanches,concorda com o valor adotado pelo MEC e pelos estados,alegando ele,a baixa capacidade orçamentária e financeira dos municípios para arcar com o pagamento do piso.Esqueceu ele, que a lei do piso garante o repasse de recursos financeiros pela União para complementar o pagamento do piso salarial dos professores,caso o município ou estado não tiver condições de arcar com o pagamento do piso.

Porém, para que esta complementação de recursos seja efetivada pela União é preciso que as administrações municipais que não tiverem condições de pagar o piso aos seus professores apresentem contas regularizadas e planilhas detalhadas dos gastos com a educação e provem que não tem condições, que não têm dinheiro necessário para aumentar o salário de seus professores e se encaixem nos critérios exigidos pelo governo federal. Porém as maiorias das prefeituras estão com suas contas irregulares ou com improbidade administrativa. Não podendo ou não conseguindo provar que não têm dinheiro necessário para pagar o piso salarial dos professores.

Existe hoje a disposição das prefeituras que precisam de verbas para complementação do pagamento do piso a importância de 700 milhões de reais.

Cristovam Buarque, senador (PDT) e autor da lei do piso, declarou enfaticamente ao Jornal Folha de S. Paulo, em março deste ano que, se fosse verba para obras, os prefeitos viriam correndo em busca desta verba.O problema é que ninguém inaugura professor ou aluno.

Mozart Ramos, presidente-executivo da Campanha Todos pela Educação afirma que a baixa arrecadação de muitos municípios, especialmente das regiões norte e nordeste impedem esses municípios de se enquadrarem nos critérios do MEC. Afirma ele que os pré-requisitos são extremamente burocráticos,deste modo os municípios têm dificuldades de cumprir as exigências,tornando praticamente impossível receber o benefício.

Já, o secretário-executivo do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, vê a peneira rigorosa como um ponto positivo. ”Com certeza muitos municípios vão ter dificuldades, mas as regras do piso servirão até mesmo para que muitos municípios organizem melhor os seus gastos.

O que se observa é que, o déficit orçamentário e as diferentes interpretações da lei do piso têm provocado uma disparidade total na folha de pagamento dos professores da educação básica do Brasil.Enquanto estados como o Rio Grande do Sul R$ 862,80,São Paulo paga R$ 1.950,00 aos professores com 40 horas/semanais,sendo que 90% deles graduados no ensino superior,com reajuste negociado que aumentará o valor para R$2.200,00.Para os professores que tem nível médio,o piso para 40 horas passará a ser de R$1.821,12.

Sabemos que a realidade dos outros estados brasileiros está longe da realidade de São Paulo.Pois para alcançar o valor do piso,a maioria das administrações públicas se apóiam na interpretação dúbia ou em outras brechas da lei.A lei do piso não especifica com todas as palavras,por exemplo,que as gratificações não podem fazer parte do salário,mas para um bom entendedor,esta claro,porque piso é um valor absoluto,único,um salário inicial.Incluir gratificações no valor do piso,contraria o princípio de piso.A lei do piso determina que o salário-base vale como valor inicial e este salário deve evoluir com o plano de carreira.

Embora a lei do piso determine que o salário inicial é válido para a jornada de,no máximo,40 horas semanais,quase todos os municípios e estados decidiram excluir as palavras”no máximo”e estabeleceu que o piso vale apenas para 40 horas por semana e nada menos,desconhecendo a regra da proporcionalidade e os valores proporcionais as horas trabalhadas.

Entenda a lei e suas controvérsias:

Os beneficiados são os profissionais do magistério público da Educação Básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) com formação em nível médio.

O valor do piso é de R$ 950,00 pela lei, com reajuste em 2010 para R$1.024,51, calculado pelo MEC e de R$ 1.315,85 pela CNTE. Este salário base deve ser aplicado no início da carreira e aumenta de acordo com o plano de carreira. O dinheiro para o pagamento deste piso vem da arrecadação municipal/estadual, mas as administrações podem pedir recursos adicionais junto à União.

PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

REPRESENTANTE DA APEOC EM

terça-feira, 13 de julho de 2010

 ELEITOR BRASILEIRO PRIORIZA VALORIZAÇÃO  DO   MAGISTÉRIO

Em pesquisa qualitativa, realizada com eleitores de todo o país pelo Ibope no dia 17 de junho de 2010, revela que a população brasileira, clama e pede que a valorização do magistério seja a principal política educacional a ser efetivada pelo estado brasileiro.

A pesquisa mostra que 46% da população reivindicam essa medida, 29% reivindicam melhoria dos equipamentos das escolas existentes, 28% reivindicam a criação de escolas profissionalizantes, 28% reivindicam segurança nas escolas, 26% reivindicam ampliação das redes escolares públicas e finalmente 26% reivindicam a melhoria da capacitação dos trabalhadores da educação. Em 1999, em uma pesquisa realizada pela CNTE, denominada de Retrato da escola, onde estas constatações já eram verificadas. 50% dos entrevistados nesta pesquisa acharam muito baixos os salários dos profissionais da educação e reivindicaram também a melhoria na qualidade do ensino público, desde a infraestrutura até a formação continuada dos trabalhadores da educação pública.

O presidente Lula ouvindo a categoria e o povo já deu o grande exemplo de valorização do magistério brasileiro quando deu o piso salarial dos professores através da Lei 11.738 e quando construiu várias escolas técnicas em todo o Brasil.

Infelizmente o nosso grande presidente Lula é boicotado pela maioria dos governadores e prefeitos de todo Brasil,quando se negam a pagar o piso salarial aos seus professores,mesmo sabendo que o dinheiro não é problema, pois o presidente Lula garante o repasse de complementação de recursos aos municípios que não tiverem condições de pagar o piso.

Teve até alguns governadores, inclusive o do Ceará, Cid Gomes, que entraram no Supremo com uma Ação direta de inconstitucionalidade (ADIM) contra o piso dos professores. Esses governadores deveriam enxergar que inconstitucional é o baixo salário dos professores e a corrupção desenfreada instalada em nosso país.

É preciso que as administrações estaduais e municipais de todo o Brasil implantem e paguem urgentemente o piso salarial dos professores, de modo que a Lei 11.738(PISO DO MAGISTÉRIO) seja respeitada, de modo a corrigir as injustiças cometidas com os nossos educadores, que eles sejam realmente valorizados com o piso salarial digno e com um plano de cargos e carreira, com carreiras devidamente estruturadas e dignas para o bom desempenho da profissão.

Estas pesquisas mostram que o povo já conhece a situação salarial caótica em que se encontram os educadores brasileiros, e sabem que é preciso que os políticos que administram os estados e os municípios brasileiros quitem imediatamente está dívida histórica com o magistério brasileiro. Pois somente deste modo é possível garantir um desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental sustentável. Sem valorizar o educador jamais se terá uma educação de qualidade.

É preciso seguir os exemplos de outros países, onde a valorização do magistério é priorizada, como é o caso da Finlândia. Segundo Reijo Laukkanen,um dos membros do Conselho Nacional da Educação da Finlândia,que deixou os ouvintes estupefatos,de boca aberta na 17º edição da Educador Educar.Tudo porque relatou que,em seu país,é preciso ter mestrado para lecionar,desde a educação infantil.O conselheiro disse que os bons resultados do Pisa é obtido através de uma conjunção de políticas,como investimento em formação,valorização e a liberdade docente.E lembrou que o bom desempenho finlandês na educação não pode ser associado à adoção de tecnologias nas escolas,já que o país ainda discute caminhos para inserir o aparato tecnológico em sala de aula.



Paulo James Queiroz Martins

Representante da APEOC em Maranguape









quarta-feira, 3 de março de 2010

SEM VALORIZAÇÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA O MAGISTÉRIO

Em entrevista publicada na Revista Escola Pública Nº 13 janeiro/fevereiro 2010-editora segmento, Mozart Ramos Neves, presidente executivo do Todos pela Educação, movimento surgido no seio de organizações empresariais com o intuito de introduzir a gestão por metas no âmbito das políticas públicas educacionais, tem como questão central das políticas públicas no Brasil a carreira docente.
Defende a valorização docente como pré-condição para decolagem definitiva do setor educacional. É uma prioridade da nação. Não é uma prioridade de secretarias ou do Ministério da Educação. Sem essa valorização, o país corre o risco de perder oportunidades que estão se abrindo no plano da economia. Elege a valorização do professor como ponto central da gestão da Educação Brasileira.

Diz ele: se o Brasil não resolver o problema da valorização do professor, não vai resolver nenhum outro problema da qualidade da educação. Para valorizar o professor há quatro eixos que devem ser resolvidos dentro de uma pauta de prioridades de nação, e não de prioridades de secretarias ou do Ministério da Educação. São eles: salário inicial atraente para seduzir os jovens de talento, é assim que a Finlândia, Coréia e outros países fizeram; carreira docente, para dar perspectiva de médios e longos prazos, a formação docente, inicial e continuada, que é o oxigênio necessário para que ele se conduza ao longo da sua formação; e, por fim as condições de trabalho, pois é preciso haver um clima que permita ao professor dar sua aula, sem tráfico, arrombamento, agressão, violência, fatores que ninguém agüenta. Não são questões apenas da educação, é um trabalho multifacetado, que vai exigir um trabalho de toda a sociedade.

Em relação ao salário inicial e atração de talentos, estudo feito por ele, em quatro universidades federais: Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará e Minas Gerais. Pegou-se-se as notas mínimas para entrar em medicina, direito, nos cursos que pegam 35% dos alunos mais bem preparados do ensino médio,e as notas mínimas para entrar nas licenciaturas,em que estão os 35% menos preparados do ensino médio. Há um hiato enorme. Para entrar em medicina na Federal de Pernambuco em 2009, a menor nota foi 8,29. Para licenciatura de matemática, 3,25. É essa a situação.

Quanto à formação. Para ele a Universidade não conhece a escola pública e,ao mesmo tempo,forma gente para algo que ela não conhece.É preciso que haja um acompanhamento paripassu, inclusive com residência docente.O que está acontecendo atualmente é uma formação chata ,desacoplada da Educação Básica,o professor sai da universidade vendo dois mundos diferentes.

Temos um déficit de 250 mil professores na Educação Básica, aferido num trabalho que fizemos no Conselho Nacional de Educação. O que se observa hoje é que, apesar de estarmos formando gente, o déficit está crescendo, porque há uma expansão e gente se aposentando. Não estamos conseguindo repor nem o que temos hoje, pode ser que o buraco esteja se ampliando. Precisaríamos ter estratégias que nos permitam avançar: o ideal é que o ensino a distância fosse voltado à formação continuada. Por outro lado, considerando o tamanho continental do Brasil, as dificuldades de acesso, de gente, de faculdades, a Universidade Aberta do Brasil, se bem monitorada, supervisionada do ponto de vista da qualidade, e isso eu temo, pois o estado brasileiro nunca foi tão bom para monitorar e supervisionar. Pode ajudar a fechar o buraco que está aí e precisa ser preenchido.

O grande problema do Brasil é que, por exemplo, dos professores que dão aula de física, só 25% tiveram formação na área: em química, apenas 38%.

Você imaginou ir a um hospital para fazer uma cirurgia e alguém dizer: olha, cirurgião nós não temos, mas tem um advogado muito bom... Na saúde, ninguém aceitaria isso. Na escola, se não tem professor de química, vai um de geografia dar aula de química.

Mozart Ramos Neves é o atual presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (1996-2003),ex-secretário estadual da educação de Pernambuco(2003-2006).Detentor de prêmios internacionais recebidos na França ,Itália e Inglaterra.Professor de química nos cursos de graduação e pós-graduação da UFPE .



PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

REPRESENTANTE DA APEOC EM MARANGUAPE



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MAGISTÉRIO UMA PROFISSÃO DESVALORIZADA E EM EXTINÇÃO

Segundo estudo e pesquisa encomendado pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC) que ouviu 1501 alunos de 3º ano em 18 escolas públicas e privadas de oito cidades, teve o patrocínio da Abril Educação,do Instituto Unibanco e do Itaú BBA. Este estudo e esta pesquisa foram publicados na Revista Nova Escola Nº. 229 Janeiro / fevereiro / 2010. Tal estudo e pesquisa nos revela dados preocupantes sobre a carreira docente

710 mil é o déficit de professores nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio no Brasil. 55% das vagas nos cursos de pedagogia e formação de professores estão ociosas. A evasão nestes cursos chega a 34%. Só 2% dos alunos entrevistados nesta pesquisa pretendem cursar pedagogia ou alguma licenciatura, mostrando que a carreira do magistério é pouco cobiçada por alunos das redes pública e particular. 1/3 dos jovens pesquisados pensou em ser professor, mas desistiu.
Alguns alunos quando entrevistados responderam: Se eu quisesse ser professor, minha família não ia aceitar, pois investiu em mim. É uma profissão que não dá futuro. Outro respondeu: Se por acaso você comenta com alguém que vai ser professor, muitas vezes a pessoa diz algo do tipo: Que pena, meus pêsames! Esta pesquisa mostra que o magistério é escolha de poucos. Os motivos da baixa atratividade e da baixa procura da carreira docente são: A desvalorização salarial e social, a rotina extremamente desgastante, estressante e violenta da sala de aula amedrontam e afugentam professores em potencial.

Esta pesquisa revela que 47% dos professores foi xingado, 29% viu algum tipo de arma,11% sofreu alguma Violência física e 8% foi roubado. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) considera a profissão de professor como uma das mais perigosas e com maior incidência de doenças derivadas do trabalho. A questão salarial do professor em nosso país é desumana, degradante e desvalorizante. Comparando o salário inicial do professor da Educação Básica com o sálario inicial das demais profissões de nível superior, obtém-se o seguinte quadro salarial comparativo: Dentistas R$ 3.322,00; Advogados R$ 2.389,00; Jornalistas R$ 2.852,00; Farmacêuticos R$ 2.212,00; Arquitetos R$ 2.018,00; Enfermeiros R$ 1.751,00; Biólogos R$ 1.719,00; Professores R$ 927,00. Observa-se que a docência é a profissão de nível superior, mais desvalorizada, que ostenta as piores médias salariais do país.
A profissão de professor, no ranking salarial das profissões de nível superior ocupa a posição de lanterna. Se nos outros estados está assim, imaginem no Ceará, onde o professor percebe o 6º pior salário do país. O painel de especialistas organizado pela Fundação Victor Civita aponta caminhos para a profissão de professor ficar atrativa:

1- Oferecer salários iniciais mais altos de modo a devolver a dignidade e a auto-estima dos educadores;

2- Propor bons planos de carreira ( mantendo, recuperando e ampliando conquistas );

3- Melhorar as condições de trabalho, tanto à estrutura material da escola e a dinâmica no ambiente escolar,onde violência é um dos problemas mais graves, recuperação e melhoria da infra-estrutura, preparação adequada de gestores e professores, melhor envolvimento com a comunidade de modo que todos aprendam e respeitem o papel social da escola e do seu espaço;

4- Da ênfase as dificuldades da sala de aula na formação em serviço;

5- Melhorar a formação inicial do professor ( mais espaço nos currículos da graduação da educação para as didáticas específicas );

6-Resgatar o valor do professor na sociedade reconhecendo o seu valor e o seu trabalho;

7-Tratar o professor como um profissional e não como um fazedor de milagres.
A docência não deve ser um sacerdócio, não é um voluntariado e tão pouco professor é tio. São expressões usadas para debochar, desvalorizar o professor.
O professor tem que ser reconhecido como um profissional qualificado e como a mais nobre das profissões, portanto merece ser tratado com respeito e dignidade e ter um salário justo.
Como afirma, o psiquiatra Augusto Cury, em seu livro, Treinando as Emoções para Ser Feliz: A esperança do mundo está sobre os ombros da educação. Entretanto, a mais nobre das profissões tem se tornado uma usina de estress.
PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

REPRESENTANTE APEOC MARANGUAE

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ESCOLA DA FANTASIA


A escola da fantasia despreza a quem ela mais precisa o professor. Esta é a escola defendida pelos governadores e políticos autores da ADIN, ação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF),para que seja declarada a inconstitucionalidade do PISO DO LULA. Ação essa, que avacalha o piso do Lula, mexe nos direitos conquistados pelo magistério brasileiro,usurpa o piso real do Lula,que é uma conquista dos professores do Brasil,conquista essa de mais de quarenta anos de luta do magistério brasileiro comandado, pelos sindicatos dos professores estaduais do Brasil juntamente com a Confederação Nacional dos Professores do Brasil(CNTE). Por isso, nós professores, não aceitamos a liminar do governador querendo considerar a nossa greve ilegal. A nossa luta pelo piso dado pelo presidente Lula, pelo nosso Plano de Carreira e Remuneração e demais conquistas, é totalmente legal. Ilegal, imoral, inconstitucional é querer usurpar o piso dado pelo presidente Lula. Piso esse, que reconhece o trabalho do professor, valorizando-o salarialmente, profissionalmente e socialmente. Profissional este, que ao longo dos anos, teve os seus salários corroídos, congelados e usurpados pelas políticas educacionais dos presidentes antecessores ao Lula. Estas medidas objetivando usurpar o piso do Lula, as nossas conquistas e querendo considerar a nossa greve ilegal, só tem gerado indignação, raiva e revolta na educação do Ceará e do Brasil. A APEOC, juntamente com todos os sindicatos e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, vão continuar lutando para que a Justiça do Ceará corrija a injustiça de querer massacrar uma categoria que está em luta para garantir os seus direitos, inclusive o de greve. Só vai acontecer uma revolução na educação do Ceará e do Brasil, transformando escolas fantasias em escolas reais, quando os governadores,os prefeitos e os políticos aprenderem a respeitar, valorizar e reconhecer os professores,suas lutas e suas conquistas salariais,profissionais e sociais.Para transformar a escola fantasia em escola real,é preciso repensar a escola em sua totalidade administrativa,pedagógica e financeira.Para que a escola seja de qualidade real e não fictícia,necessário se faz mudanças imediatas em toda sua estrutura administrativa,pedagógica , financeira,social, política e econômica . Não se pode falar em escola de real qualidade com as mazelas que perduram até hoje em nossas escolas. Professores sem salários dignos. Professores temporários, terceirizados, sem garantias, sem direitos trabalhistas, bóias frias da educação. Professores com Planos de Carreira e Remuneração ultrapassados, desatualizados. Falta de concurso público para garantir o acesso ao magistério somente através dele, evitando desta forma a politicalha pedagógica. Salas de aula com excesso de alunos. Falta de qualificação real e efetiva dos professores, de maneira que permita o acesso dos mestres não só na pós-graduação, mas também no mestrado e doutorado. Excesso da jornada de trabalho, não permitindo aos mestres tempo para estudar, pesquisar e relaxar. Esse excesso de trabalho tem levado os educadores ao estresse e a diversos tipos de doenças, inclusive ao “teacher burnout”.A falta de uma previdência real que garanta aos mestres o zelo e a garantia de sua saúde,sem restrições de consultas e exames médicos. Carência de materiais pedagógicos em todos os níveis. Faltam de profissionais de apoio pedagógico, psicólogos, psicopedagogos, supervisores, orientadores e técnicos em educação. A manipulação de grupos gestores e organismos colegiados tem sido um entrave na implantação de uma escola democrática. Para que a escola seja real e não fantasiosa é preciso curar essas mazelas. Para que isto aconteça é preciso reconhecer, assegurar e resguardar os direitos do magistério brasileiro. Abaixo os politiqueiros da ADIN,que querem implantar o piso pirata e a educação pirata.Não é a toa que esses governadores estão sendo considerados, chamados pela categoria de traidores dos professores do Ceará e do Brasil .inimigos da educação brasileira. O Piso da ADIN, ou seja, o piso pirata é o piso dos pinóquios da política brasileira é o piso dos governadores que estão distanciados da realidade social, salarial, econômica dos professores do Brasil e que desejam que os mesmos façam parte de uma categoria em extinção, terceirizada, temporária e desvalorizada. É preciso que estes governadores saibam que investimento real na educação se faz investindo na formação dos professores, na carreira deles, respeitando suas especificidades profissionais.


                                                                                                            Paulo James Queiroz Martins

                                                                                                                   pjqm@ibest.com.br

SALÁRIO DO PROFESSOR NO BRASIL

Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média naciona
Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360).
Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.
Matrículas em escolas públicas e particulares caem 2,3% em 2009 Senado aprova reajuste para ministros do STF e procurador-geral da República Número de matrículas em escolas públicas municipais e estaduais cai 3,1% Calculadora mostra quanto você ganha por dia e por hora de trabalho
Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais. (A primeira versão desta reportagem dizia que os salários eram menores em 15 estados. O texto já foi corrigido.)
Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações e considera a renda do trabalho padronizado para 40 horas semanais.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal
Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%. Para chegar a esses dados, o MEC cruzou dados do próprio ministério com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.
Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média nacional
Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360).
Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.
Matrículas em escolas públicas e particulares caem 2,3% em 2009 Senado aprova reajuste para ministros do STF e procurador-geral da República Número de matrículas em escolas públicas municipais e estaduais cai 3,1% Calculadora mostra quanto você ganha por dia e por hora de trabalho
Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais. (A primeira versão desta reportagem dizia que os salários eram menores em 15 estados. O texto já foi corrigido.)
Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações e considera a renda do trabalho padronizado para 40 horas semanais.
Números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal
Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%. Para chegar a esses dados, o MEC cruzou dados do próprio ministério com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.
Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média nacional
Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360).
Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.
Matrículas em escolas públicas e particulares caem 2,3% em 2009 Senado aprova reajuste para ministros do STF e procurador-geral da República Número de matrículas em escolas públicas municipais e estaduais cai 3,1% Calculadora mostra quanto você ganha por dia e por hora de trabalho
Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais. (A primeira versão desta reportagem dizia que os salários eram menores em 15 estados. O texto já foi corrigido.)
Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações e considera a renda do trabalho padronizado para 40 horas semanais.
Números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal
Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%. Para chegar a esses dados, o MEC cruzou dados do próprio ministério com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.

DIRETORES DE ESCOLAS PÚBLICAS PENALIZADOS

           Os professores diretores das escolas públicas estaduais foram penalizados,perderam a aposentadoria especial de professor.Como sabemos ,os integrantes e ex-integrantes do núcleo gestor das escolas nunca deixaram de ser professor ao assumirem o cargo de direção,seja ele administrativo,pedagógico,financeiro ou articulador comunitário.Sabe-se que o grupo gestor de uma escola é peça fundamental do seu fazer pedagógico.É da articulação deste grupo com os demais colegas professores e a comunidade que se possibilita uma escola de qualidade total,onde o aluno alem de aprender a ler,escrever e as desvendar as ciências,aprenda também a exercer e a exercitar a sua cidadania. Por que punir professores que estão ou já estiveram e cargo de direção,compondo o grupo gestor de escolas? Não existe resposta para este absurdo! Ao fazer parte do grupo gestor de uma escola,o professor não deixa de exercer a sua profissão em sala de aula,ao contrário ele passa a trabalhar em uma sala de aula globalizada,a escola.Portanto é um absurdo,é um contra-censo a retirada da aposentadoria especial dos professores que participam ou participaram dos grupos gestores das escolas públicas estaduais do Ceará .Em nome da categoria e apelando para o bom censo do governador Cid Gomes e dos Deputados Estaduais,solicitamos o restabelecimento da aposentadoria especial de professor para todos os professores que participam ou participaram da gestão das escolas públicas estaduais,comforme  preceitua o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei Federal Nº 9393/96(Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) com a redação dada pela Lei Federal 11301 de 2006.
    PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS