quarta-feira, 3 de março de 2010

SEM VALORIZAÇÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA O MAGISTÉRIO

Em entrevista publicada na Revista Escola Pública Nº 13 janeiro/fevereiro 2010-editora segmento, Mozart Ramos Neves, presidente executivo do Todos pela Educação, movimento surgido no seio de organizações empresariais com o intuito de introduzir a gestão por metas no âmbito das políticas públicas educacionais, tem como questão central das políticas públicas no Brasil a carreira docente.
Defende a valorização docente como pré-condição para decolagem definitiva do setor educacional. É uma prioridade da nação. Não é uma prioridade de secretarias ou do Ministério da Educação. Sem essa valorização, o país corre o risco de perder oportunidades que estão se abrindo no plano da economia. Elege a valorização do professor como ponto central da gestão da Educação Brasileira.

Diz ele: se o Brasil não resolver o problema da valorização do professor, não vai resolver nenhum outro problema da qualidade da educação. Para valorizar o professor há quatro eixos que devem ser resolvidos dentro de uma pauta de prioridades de nação, e não de prioridades de secretarias ou do Ministério da Educação. São eles: salário inicial atraente para seduzir os jovens de talento, é assim que a Finlândia, Coréia e outros países fizeram; carreira docente, para dar perspectiva de médios e longos prazos, a formação docente, inicial e continuada, que é o oxigênio necessário para que ele se conduza ao longo da sua formação; e, por fim as condições de trabalho, pois é preciso haver um clima que permita ao professor dar sua aula, sem tráfico, arrombamento, agressão, violência, fatores que ninguém agüenta. Não são questões apenas da educação, é um trabalho multifacetado, que vai exigir um trabalho de toda a sociedade.

Em relação ao salário inicial e atração de talentos, estudo feito por ele, em quatro universidades federais: Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará e Minas Gerais. Pegou-se-se as notas mínimas para entrar em medicina, direito, nos cursos que pegam 35% dos alunos mais bem preparados do ensino médio,e as notas mínimas para entrar nas licenciaturas,em que estão os 35% menos preparados do ensino médio. Há um hiato enorme. Para entrar em medicina na Federal de Pernambuco em 2009, a menor nota foi 8,29. Para licenciatura de matemática, 3,25. É essa a situação.

Quanto à formação. Para ele a Universidade não conhece a escola pública e,ao mesmo tempo,forma gente para algo que ela não conhece.É preciso que haja um acompanhamento paripassu, inclusive com residência docente.O que está acontecendo atualmente é uma formação chata ,desacoplada da Educação Básica,o professor sai da universidade vendo dois mundos diferentes.

Temos um déficit de 250 mil professores na Educação Básica, aferido num trabalho que fizemos no Conselho Nacional de Educação. O que se observa hoje é que, apesar de estarmos formando gente, o déficit está crescendo, porque há uma expansão e gente se aposentando. Não estamos conseguindo repor nem o que temos hoje, pode ser que o buraco esteja se ampliando. Precisaríamos ter estratégias que nos permitam avançar: o ideal é que o ensino a distância fosse voltado à formação continuada. Por outro lado, considerando o tamanho continental do Brasil, as dificuldades de acesso, de gente, de faculdades, a Universidade Aberta do Brasil, se bem monitorada, supervisionada do ponto de vista da qualidade, e isso eu temo, pois o estado brasileiro nunca foi tão bom para monitorar e supervisionar. Pode ajudar a fechar o buraco que está aí e precisa ser preenchido.

O grande problema do Brasil é que, por exemplo, dos professores que dão aula de física, só 25% tiveram formação na área: em química, apenas 38%.

Você imaginou ir a um hospital para fazer uma cirurgia e alguém dizer: olha, cirurgião nós não temos, mas tem um advogado muito bom... Na saúde, ninguém aceitaria isso. Na escola, se não tem professor de química, vai um de geografia dar aula de química.

Mozart Ramos Neves é o atual presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (1996-2003),ex-secretário estadual da educação de Pernambuco(2003-2006).Detentor de prêmios internacionais recebidos na França ,Itália e Inglaterra.Professor de química nos cursos de graduação e pós-graduação da UFPE .



PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

REPRESENTANTE DA APEOC EM MARANGUAPE



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MAGISTÉRIO UMA PROFISSÃO DESVALORIZADA E EM EXTINÇÃO

Segundo estudo e pesquisa encomendado pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC) que ouviu 1501 alunos de 3º ano em 18 escolas públicas e privadas de oito cidades, teve o patrocínio da Abril Educação,do Instituto Unibanco e do Itaú BBA. Este estudo e esta pesquisa foram publicados na Revista Nova Escola Nº. 229 Janeiro / fevereiro / 2010. Tal estudo e pesquisa nos revela dados preocupantes sobre a carreira docente

710 mil é o déficit de professores nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio no Brasil. 55% das vagas nos cursos de pedagogia e formação de professores estão ociosas. A evasão nestes cursos chega a 34%. Só 2% dos alunos entrevistados nesta pesquisa pretendem cursar pedagogia ou alguma licenciatura, mostrando que a carreira do magistério é pouco cobiçada por alunos das redes pública e particular. 1/3 dos jovens pesquisados pensou em ser professor, mas desistiu.
Alguns alunos quando entrevistados responderam: Se eu quisesse ser professor, minha família não ia aceitar, pois investiu em mim. É uma profissão que não dá futuro. Outro respondeu: Se por acaso você comenta com alguém que vai ser professor, muitas vezes a pessoa diz algo do tipo: Que pena, meus pêsames! Esta pesquisa mostra que o magistério é escolha de poucos. Os motivos da baixa atratividade e da baixa procura da carreira docente são: A desvalorização salarial e social, a rotina extremamente desgastante, estressante e violenta da sala de aula amedrontam e afugentam professores em potencial.

Esta pesquisa revela que 47% dos professores foi xingado, 29% viu algum tipo de arma,11% sofreu alguma Violência física e 8% foi roubado. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) considera a profissão de professor como uma das mais perigosas e com maior incidência de doenças derivadas do trabalho. A questão salarial do professor em nosso país é desumana, degradante e desvalorizante. Comparando o salário inicial do professor da Educação Básica com o sálario inicial das demais profissões de nível superior, obtém-se o seguinte quadro salarial comparativo: Dentistas R$ 3.322,00; Advogados R$ 2.389,00; Jornalistas R$ 2.852,00; Farmacêuticos R$ 2.212,00; Arquitetos R$ 2.018,00; Enfermeiros R$ 1.751,00; Biólogos R$ 1.719,00; Professores R$ 927,00. Observa-se que a docência é a profissão de nível superior, mais desvalorizada, que ostenta as piores médias salariais do país.
A profissão de professor, no ranking salarial das profissões de nível superior ocupa a posição de lanterna. Se nos outros estados está assim, imaginem no Ceará, onde o professor percebe o 6º pior salário do país. O painel de especialistas organizado pela Fundação Victor Civita aponta caminhos para a profissão de professor ficar atrativa:

1- Oferecer salários iniciais mais altos de modo a devolver a dignidade e a auto-estima dos educadores;

2- Propor bons planos de carreira ( mantendo, recuperando e ampliando conquistas );

3- Melhorar as condições de trabalho, tanto à estrutura material da escola e a dinâmica no ambiente escolar,onde violência é um dos problemas mais graves, recuperação e melhoria da infra-estrutura, preparação adequada de gestores e professores, melhor envolvimento com a comunidade de modo que todos aprendam e respeitem o papel social da escola e do seu espaço;

4- Da ênfase as dificuldades da sala de aula na formação em serviço;

5- Melhorar a formação inicial do professor ( mais espaço nos currículos da graduação da educação para as didáticas específicas );

6-Resgatar o valor do professor na sociedade reconhecendo o seu valor e o seu trabalho;

7-Tratar o professor como um profissional e não como um fazedor de milagres.
A docência não deve ser um sacerdócio, não é um voluntariado e tão pouco professor é tio. São expressões usadas para debochar, desvalorizar o professor.
O professor tem que ser reconhecido como um profissional qualificado e como a mais nobre das profissões, portanto merece ser tratado com respeito e dignidade e ter um salário justo.
Como afirma, o psiquiatra Augusto Cury, em seu livro, Treinando as Emoções para Ser Feliz: A esperança do mundo está sobre os ombros da educação. Entretanto, a mais nobre das profissões tem se tornado uma usina de estress.
PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

REPRESENTANTE APEOC MARANGUAE

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ESCOLA DA FANTASIA


A escola da fantasia despreza a quem ela mais precisa o professor. Esta é a escola defendida pelos governadores e políticos autores da ADIN, ação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF),para que seja declarada a inconstitucionalidade do PISO DO LULA. Ação essa, que avacalha o piso do Lula, mexe nos direitos conquistados pelo magistério brasileiro,usurpa o piso real do Lula,que é uma conquista dos professores do Brasil,conquista essa de mais de quarenta anos de luta do magistério brasileiro comandado, pelos sindicatos dos professores estaduais do Brasil juntamente com a Confederação Nacional dos Professores do Brasil(CNTE). Por isso, nós professores, não aceitamos a liminar do governador querendo considerar a nossa greve ilegal. A nossa luta pelo piso dado pelo presidente Lula, pelo nosso Plano de Carreira e Remuneração e demais conquistas, é totalmente legal. Ilegal, imoral, inconstitucional é querer usurpar o piso dado pelo presidente Lula. Piso esse, que reconhece o trabalho do professor, valorizando-o salarialmente, profissionalmente e socialmente. Profissional este, que ao longo dos anos, teve os seus salários corroídos, congelados e usurpados pelas políticas educacionais dos presidentes antecessores ao Lula. Estas medidas objetivando usurpar o piso do Lula, as nossas conquistas e querendo considerar a nossa greve ilegal, só tem gerado indignação, raiva e revolta na educação do Ceará e do Brasil. A APEOC, juntamente com todos os sindicatos e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, vão continuar lutando para que a Justiça do Ceará corrija a injustiça de querer massacrar uma categoria que está em luta para garantir os seus direitos, inclusive o de greve. Só vai acontecer uma revolução na educação do Ceará e do Brasil, transformando escolas fantasias em escolas reais, quando os governadores,os prefeitos e os políticos aprenderem a respeitar, valorizar e reconhecer os professores,suas lutas e suas conquistas salariais,profissionais e sociais.Para transformar a escola fantasia em escola real,é preciso repensar a escola em sua totalidade administrativa,pedagógica e financeira.Para que a escola seja de qualidade real e não fictícia,necessário se faz mudanças imediatas em toda sua estrutura administrativa,pedagógica , financeira,social, política e econômica . Não se pode falar em escola de real qualidade com as mazelas que perduram até hoje em nossas escolas. Professores sem salários dignos. Professores temporários, terceirizados, sem garantias, sem direitos trabalhistas, bóias frias da educação. Professores com Planos de Carreira e Remuneração ultrapassados, desatualizados. Falta de concurso público para garantir o acesso ao magistério somente através dele, evitando desta forma a politicalha pedagógica. Salas de aula com excesso de alunos. Falta de qualificação real e efetiva dos professores, de maneira que permita o acesso dos mestres não só na pós-graduação, mas também no mestrado e doutorado. Excesso da jornada de trabalho, não permitindo aos mestres tempo para estudar, pesquisar e relaxar. Esse excesso de trabalho tem levado os educadores ao estresse e a diversos tipos de doenças, inclusive ao “teacher burnout”.A falta de uma previdência real que garanta aos mestres o zelo e a garantia de sua saúde,sem restrições de consultas e exames médicos. Carência de materiais pedagógicos em todos os níveis. Faltam de profissionais de apoio pedagógico, psicólogos, psicopedagogos, supervisores, orientadores e técnicos em educação. A manipulação de grupos gestores e organismos colegiados tem sido um entrave na implantação de uma escola democrática. Para que a escola seja real e não fantasiosa é preciso curar essas mazelas. Para que isto aconteça é preciso reconhecer, assegurar e resguardar os direitos do magistério brasileiro. Abaixo os politiqueiros da ADIN,que querem implantar o piso pirata e a educação pirata.Não é a toa que esses governadores estão sendo considerados, chamados pela categoria de traidores dos professores do Ceará e do Brasil .inimigos da educação brasileira. O Piso da ADIN, ou seja, o piso pirata é o piso dos pinóquios da política brasileira é o piso dos governadores que estão distanciados da realidade social, salarial, econômica dos professores do Brasil e que desejam que os mesmos façam parte de uma categoria em extinção, terceirizada, temporária e desvalorizada. É preciso que estes governadores saibam que investimento real na educação se faz investindo na formação dos professores, na carreira deles, respeitando suas especificidades profissionais.


                                                                                                            Paulo James Queiroz Martins

                                                                                                                   pjqm@ibest.com.br

SALÁRIO DO PROFESSOR NO BRASIL

Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média naciona
Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360).
Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.
Matrículas em escolas públicas e particulares caem 2,3% em 2009 Senado aprova reajuste para ministros do STF e procurador-geral da República Número de matrículas em escolas públicas municipais e estaduais cai 3,1% Calculadora mostra quanto você ganha por dia e por hora de trabalho
Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais. (A primeira versão desta reportagem dizia que os salários eram menores em 15 estados. O texto já foi corrigido.)
Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações e considera a renda do trabalho padronizado para 40 horas semanais.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal
Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%. Para chegar a esses dados, o MEC cruzou dados do próprio ministério com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.
Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média nacional
Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360).
Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.
Matrículas em escolas públicas e particulares caem 2,3% em 2009 Senado aprova reajuste para ministros do STF e procurador-geral da República Número de matrículas em escolas públicas municipais e estaduais cai 3,1% Calculadora mostra quanto você ganha por dia e por hora de trabalho
Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais. (A primeira versão desta reportagem dizia que os salários eram menores em 15 estados. O texto já foi corrigido.)
Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações e considera a renda do trabalho padronizado para 40 horas semanais.
Números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal
Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%. Para chegar a esses dados, o MEC cruzou dados do próprio ministério com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.
Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média nacional
Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360).
Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.
Matrículas em escolas públicas e particulares caem 2,3% em 2009 Senado aprova reajuste para ministros do STF e procurador-geral da República Número de matrículas em escolas públicas municipais e estaduais cai 3,1% Calculadora mostra quanto você ganha por dia e por hora de trabalho
Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais. (A primeira versão desta reportagem dizia que os salários eram menores em 15 estados. O texto já foi corrigido.)
Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações e considera a renda do trabalho padronizado para 40 horas semanais.
Números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal
Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%. Para chegar a esses dados, o MEC cruzou dados do próprio ministério com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.

DIRETORES DE ESCOLAS PÚBLICAS PENALIZADOS

           Os professores diretores das escolas públicas estaduais foram penalizados,perderam a aposentadoria especial de professor.Como sabemos ,os integrantes e ex-integrantes do núcleo gestor das escolas nunca deixaram de ser professor ao assumirem o cargo de direção,seja ele administrativo,pedagógico,financeiro ou articulador comunitário.Sabe-se que o grupo gestor de uma escola é peça fundamental do seu fazer pedagógico.É da articulação deste grupo com os demais colegas professores e a comunidade que se possibilita uma escola de qualidade total,onde o aluno alem de aprender a ler,escrever e as desvendar as ciências,aprenda também a exercer e a exercitar a sua cidadania. Por que punir professores que estão ou já estiveram e cargo de direção,compondo o grupo gestor de escolas? Não existe resposta para este absurdo! Ao fazer parte do grupo gestor de uma escola,o professor não deixa de exercer a sua profissão em sala de aula,ao contrário ele passa a trabalhar em uma sala de aula globalizada,a escola.Portanto é um absurdo,é um contra-censo a retirada da aposentadoria especial dos professores que participam ou participaram dos grupos gestores das escolas públicas estaduais do Ceará .Em nome da categoria e apelando para o bom censo do governador Cid Gomes e dos Deputados Estaduais,solicitamos o restabelecimento da aposentadoria especial de professor para todos os professores que participam ou participaram da gestão das escolas públicas estaduais,comforme  preceitua o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei Federal Nº 9393/96(Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) com a redação dada pela Lei Federal 11301 de 2006.
    PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

AVALIAÇÃO DO PROFESSOR x SISTEMA

                
                                                                                                                                                                                           
                          Para falar sobre o professor,do seu desempenho e de sua avaliação,deve-se analisar a qualidade  do  ensino  num  contexto mais abrangente mostrando o que acontece na escola e na sala de aula.
        É histórica a baixa qualidade da Educação Básica. Vários fatores intraescoltares e extraescoltares contribuíram e continuam contribuindo para o agravamento desta situação, como a falta de foco e a segmentação das políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino, a sobrecarga das funções sociais da escola e do educador, precariedade ou falta de materiais de consumo, permanente e de recursos pedagógicos, todos eles de extrema necessidade para que os professores e demais trabalhadores da educação possam realizar um trabalho de qualidade.Currículo fora da realidade social, política e econômica dos alunos, metodologias ultrapassadas, falta de um acompanhamento cuidadoso da qualidade dos cursos de formação do magistério, de modo que os mesmos possam oferecer uma formação mais sólida,objetivando não só fazer a crítica à escola,mas ensinando-lhes também o que e como fazer para melhorar nossas escolas e com competências necessárias para o enfrentamento dos reais problemas educacionais,de modo que não mais exista um divórcio entre o que se aprende nas universidades e os desafios encontrados e enfrentados nas escolas.A violência,o consumismo exacerbado,as dificuldades das crianças em compreenderem a lógica dos conteúdos escolares,as dificuldades das famílias serem uma presença mais efetiva na vida de seus filhos,as drogas,o envolvimento das famílias em situações de risco,excesso de jornada de trabalho dos professores,salas de aula superlotadas,com excesso de alunos,falta de tempo suficiente ao professor para estudar e realizar as atividades pedagógicas.Nós professores somos os mais interessados em encontrar caminhos e soluções para a superação de todos esses problemas e dificuldades que adentraram e adentram as escolas e que interfere negativamente no cotidiano escolar,no trabalho dos profissionais da educação e na aprendizagem do aluno.Essas dificuldades não foram construídas pelos professores e ultrapassam os muros das escolas.
O que incomoda a nós professores é que as propostas de avaliação são usadas mais para responsabilizar o professor pelo fracasso escolar e pela decadência do ensino do que par propiciar a melhoria do ensino. A verdadeira avaliação deve ter como objetivo principal o diagnóstico, o repensar e não a denuncia, tal como é feita atualmente. A divulgação dos resultados escolares querendo colocar a culpa do fracasso da aprendizagem dos alunos somente nos professores com acontece atualmente demonstra uma grande falta de respeito e de responsabilidade com a escola e com os seus profissionais. Nós profissionais da educação somos vítimas de sistemas de ensino com gestões inadequadas e viciadas.
Apesar das deficiências verificadas na formação docente, a avaliação pode e deve ser implementada, pois é inerente à gestão de qualquer sistema. Não se pode falar em gestão competente se não se faz continuamente a avaliação de processo e desempenho, com o objetivo de melhorá-los. Ficando claro que a avaliação deve estar sempre voltada para a promoção do desenvolvimento, devendo ser orientada proativamente e não reativamente, pois a lógica reativa de avaliação torna a avaliação perniciosa e todos vão querer evitá-la e burlá-la.. E, como resultado ela vai causar mais prejuízos do que resultados.
Para avaliar o trabalho docente é preciso saber o que vai ser avaliado, porque vai ser avaliado, para que vai ser avaliado,quando vai ser avaliado,onde vai ser avaliado. Não se pode avaliar de fora o que o outro executou e de que cujo processo de concepção não tenha participado. Não se pode pensar em avaliar o que o professor não teve condições de realizar. Para se obter a excelência é preciso saber onde existem falhas e quais as possibilidades de mudanças.
As avaliações dos professores não atingem os seus objetivos, porque não é focalizada sobre a atividade de ensino e sim sobre o conhecimento do conteúdo. Não se pode centrar a avaliação do professor somente em conteúdos, pois alguém pode saber todo o conteúdo de uma disciplina e ser um péssimo professor. O professor tem que entender de educação. No Brasil o eixo da discussão foi mudado,acha-se que para ser professor basta saber o conteúdo. É preciso também avaliar os aspectos pedagógicos, disciplinares e relacionais dos professores. Baseados nestas informações os professores devem se autoavaliarem e a direção pedagógica deve realizar uma avaliação institucional objetivando fazer uma reflexão sobre o desempenho e as práticas pedagógica dos educadores, traçando estratégias objetivando melhorar, se necessária for. A observação é o método mais eficiente de avaliação dos docentes, ”de modo” a verificar, na relação professor-aluno,que estratégias de ensino são mais eficientes,como reagem os alunos diante dos vários momentos da aula.Avaliar representa observar a relação entre o que é realizado e os resultados conseguidos,de modo a reforçar os mais eficazes e modificar os que não contribuíram para promover a mobilização e aprendizagem dos alunos.Porem antes de se pensar em avaliar os professores, é preciso verificar,averiguar o que falta aos professores para que consigam desempenhar melhor o seu trabalho a sua profissão.
O professor precisa ir ao teatro, ter acesso à literatura de boa qualidade,ir ao cinema,aos museus,enfim consumir produtos culturais de qualidade.Vivencia essa fundamental para o trabalho docente.O professor precisa ser muito bem remunerado,ter um salário digno.Assegurar um piso nacional mínimo é visto com bons olhos,mais ainda não é o suficiente. O professor precisa perceber uma remuneração que justifique o enfrentamento dos desafios que a profissão, cada vez mais, coloca no cotidiano escolar.É preciso que o professor deixe de ser visto como um sacerdote,tia,faquir,malabarista e fazedor de milagres.


PAULO JAMES QUEIROZ MARTINS

APEOC-MARANGUAPE-pjqm@ibest.com.br





terça-feira, 22 de setembro de 2009

O PISO DO LULA

O Piso nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, criada pela Lei 11.738, sancionado pelo presidente Lula foi totalmente desvirtuado.
A ADIN 4.167-3, ação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja declarada a inconstitucionalidade da lei que fixa o valor do piso salarial dos professores de todo país em R$ 950,00.
Essa ação foi ajuizada pelos governadores: Yeda Crusius(RS),do PSDB,
que encabeça a lista; Cid Gomes(CE); do PSB; André Puccinelli(MS),
Roberto Requião(PR);e Luiz Henrique(SC),todos do PMDB.
Essa ADIN, está sendo chamada pelos professores do Ceará e do Brasil, de
Ação Direta da Insensibilidade e da Insensatez Nacional. Foi considerada pelo senador Geraldo Mesquita Junior(PMDB-AC) como cruel e indecente.
A senadora Ideli Salvati(PT-SC) classificou tal ADIN como um afronta aos professores do Brasil. O piso defendido pela ADIN, está recebendo várias denominações pela categoria dos professores do Ceará e do Brasil,servindo até de gozação,relacionei a seguir algumas delas:Piso Pirata, Piso Minguado, Piso Pinóquio, Piso Pilantra, Piso da Exclusão, Piso do Engodo, Piso Morto,
Piso, Piso dos Maus Políticos, Piso Sem-Vergonha, Piso Fora da Lei, Piso Frustra Professor, Piso do Boicote, Piso Neoliberal, Piso Ante PCC, Piso da Paralisação,Piso dos Usurpadores, Piso do Irineu , etc.
Essas denominações dadas ao piso da ADIN demonstram a insatisfação da categoria com esses governadores, já considerados pela categoria Inimigos da Educação, Traidores da Escola Pública.
Queremos o Piso da Sensatez, queremos o Piso do Lula na sua íntegra, e para que isso aconteça é preciso que juntos, com a participação de todos (categoria e sindicatos) façamos reformulação e atualização do nosso Plano de Carreira de acordo com a Lei 11.738(Lei do Piso de Lula).

Paulo James Queiroz Martins
Professor da Rede Pública
Representante da APEOC –Maranguape-Ce